2009... últimos minutos.
2010... prestes a dar o ar de sua graça.
Praia de Boa Viagem. Gradativamente a areia lota. Sorridentes as pessoas vêem vindo cheias de expectativas para saudar o novo ano (??).
Esperam mudar suas vidas? A maioria, sim, traz essa esperança. Ou no mínimo, esperam que o ano velho leve embora para sempre, tudo que elas não quiseram ter (mas tiveram, infelizmente).
2010 chegando e as crianças estão onde querem estar: na praia, sem sol, sob o brilho intenso da lua.
Tento parar minha mente por um momento. Fecho os olhos (são muitos os atrativos à minha frente). Respiro fundo. Tento a entrega total à vida... silenciando minha mente. Difícil intento. Não me saio muito bem, não.
2010...
Quase chegando...
Bolhas de sabão ao vento,
flutuam ludicamente,
acordam memórias infantis.
Lembram (metaforicamente) a passagem do tempo,
anos, eras, épocas e épocas, que se foram
tão rapidamente quanto chegaram.
Bolhas de sabão ao vento,
Lindas, lúdicas, e tão efêmeras quanto às nossas vidas.
Bolhas de sabão,
Brisa quente e úmida...
Lua brilhante, cheia, iluminada.
Aspirações e esperanças pulsantes -
Quase palpáveis -,
Jazem nas areias da praia. Estão em cada pessoa,
que esperam expectantes, o renovar de mais um ciclo.
2010... Tempo, criação humana que amanhece de diferentes formas,
de acordo com as ressonâncias de cada um.
2010... página em branco a ser escrita sob o acorde dos desejos
e vontades de cada dia – por cada um de nós...
(- embora haja uma dose de “acaso” essa força estranha que gira ao redor de nós,
e parece, conduz a vida à nossa revelia ou não?)
Bolhas de sabão...
Desvanescentes, tal os fogos de artifícios,
Marcam a minha memória, a minha alma.
Alma – contagiada por inexplicável nostalgia...
Saudades (de casa?) (Onde será essa minha morada?)
Bolhas de sabão
Lua cheia
Brisa do mar
Ar rarefeito
- Doce deleite.
Intervalo no tempo
Novo recomeçar...!

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