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sábado, 30 de maio de 2009

Responsabilidade Quântica & Liberdade

Pensamos que somos livres, assim como os outros também pensam. É esse o sentimento com que caminhamos no mundo (deixando ou não nele as nossas marcas pessoais).

Em cada um dos nossos atos e gestos – ou na negação de concretizar ações, acreditamos que depende de nós o que queremos fazer. Decorrendo dessa crença elogios ou culpas.

Em O SER QUÂNTICO, a autora alerta que experiências de liberdade “brigam” com quaisquer argumentos que possamos usar para defender ou justificar nossas atitudes (quando mais adiante as achamos incorretas, incoerentes)

Nas relações sociais, ações certas e erradas estão previstas em leis. Mas existem noções do bem e do mal, internalizadas através da “educação”, do meio social em que nos criamos e das crenças religiosas que nos dogmatizam o Ser. Ou dessas ausências legais, morais. E são elas que nos guiam em nossas relações interpessoais, familiares, profissionais.

Junte ao caldo cultural, outro X da questão: o livre-arbítrio.
Livre-arbítrio que conceitua nossa liberdade-mor: donos de nossos “destinos” - “vida”; apesar do quadro acima descrito, que nos remete a meros reprodutores da ordem vigente, que reproduzimos sem racionalizar (questionar)

- Temos mesmo uma vontade própria? Que uso fazemos dela?

- Há um certo determinismo envolvendo as ações humanas?

Para os gregos antigos, esse determinismo era expresso como “destino”. Nas tradições cristãs há um poder maior, um poder divino, por isso não podemos ser livres. Afinal,
“ Deus prevê, projeta e faz todas as coisas conforme sua própria – imutável, eterna e infalível, vontade” (Martinho Lutero)

É assim, que ainda hoje, idéias gregas e cristãs se perpetuam no nosso modo de ser. Quando continuamos a repetir: ” foi Deus quem quis assim...” ...”se Deus quiser...” ... “graças a Deus!...”

A essa forma de pensar, contrapõe-se o pensamento científico – a ciência.
Mas também a ciência mina a liberdade humana... (pré)determinando o Ser através de sua genética. Afirmando que não é possível conter a marcha de forças cegas e imutáveis.

Freud, em seu determinismo psíquico levantou dúvidas à capacidade humana de escolher livre e responsavelmente.

Se para Freud, nossa liberdade é refém do instinto, para Marx, nossa liberdade é refém da história.

Outros estudiosos, afirmam que nosso comportamento é determinado pelo meio ambiente, pela quantidade dinheiro que temos ou deixamos de ter, por nossas associações, pela mídia ou pela política governamental.

Na Física Clássica é difícil definir o que se quer dizer com LIVRE. A causalidade está sempre presente. Portanto, não há verdadeiros exemplos de liberdade.

Em termos quânticos, entretanto, é impossível definir o Ser Humano sem confrontar o significado de liberdade.

Cada ato de concentração (vontade) é um ato de realização do pensamento – uma forma diminuta de liberdade.

P.S - L I B E R D A D E.... – o que será isso?

Se alguém souber me diga.

Fonte: O ser quântico - Danah Zohar