Ninguém duvida que o avanço científico na área médica é fantástico, maravilhoso, etc&tal...
Mas a que ponto pode chegar esse desenvolvimento, se ultrapassa limites éticos – vai de encontro as arraigadas convicções, que temos sobre ser o corpo sagrado, ainda que morto, e não concebemos sua violação?
Pois isso vai longe. Mais longe que a clonagem e suas repercussões.
A reportagem da Der Spiegel, mostra o quanto se extrapola limites nesse assunto. Traz reportagem sobre a retirada de partes do corpo, para comercialização através de uma empresa alemã.
A Tutogen Medical GmbH, que fornece aparentemente um grande número de partes de corpos para o mercado mundial. E afirma, “a companhia retira a gordura e limpa os ossos, corta, serra ou os tritura nos tamanhos desejados, depois esteriliza, embala e vende o produto final para mais de 40 países em todo o mundo. Com uma prescrição médica é até mesmo possível pedir os produtos da Tutogen através de farmácias online.”
Todavia, diz ainda o artigo, o mercado na Alemanha é pequeno, incipiente: “apenas 30 mil transplantes por ano são feitos em hospitais de todo o país, principalmente para reconstrução óssea durante cirurgias de quadril e coluna vertebral.”
Já nos EUA a história é diferente, e mais de um milhão de partes de ossos são usadas em transplantes todos os anos – segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.
Ou seja, um mercado e tanto. Onde um corpo pode chegar a valer US$ 250 mil (cerca de R$ 470 mil). E o setor de tecidos (Senhor!!) gera um lucro anual aproximado de U$ 1 Bilhão....
Um assunto palpitante, que merece vir a conhecimento público.
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Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/08/31/ult2682u1293.jhtm
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
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