sou o autor, sou o ator, sou o papel,
sou a peça, sou a cena,
sou o espectador;
sou a entrada, sou o caminho,
sou o retorno;
sou a consciência e a sabedoria
do universo;
sou o universo da consciência
e da sabedoria;
sou a vida que me oferece
a eternidade;
sou a morte que transforma
a minha vida;
sou a permanência da eterna mudança;
sou o silêncio de onde emana o som
do Verbo;
sou o som vibrando no meu próprio
silêncio;
sou a ciência que destrona
a ignorância;
sou a ignorância ávida de ciência;
sou sujeito, sou objeto,
sou o espaço entre os dois.
(Pierre Weil - O último porquê)
* * * * * * *
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
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