sábado, 2 de maio de 2009

História de uma rã

Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã.

Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente.

Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar.

Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.

Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.

A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.

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Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.

Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.

Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.

Uma quantidade de coisas que anos atrás seriam inaceitáveis, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.

As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem o quadro social que está aí, e continuarem "sentadas", permissivas, sem ação... -É assim mesmo o mundo. E eu nada posso fazer!

O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...Aliás, são tantas informações distorcidas, e fragmentadas... como separar o joio do trigo, hein!!

É preciso escolher... se você não está, como a rã, já meio cozida - ou morta, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.

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Ainda há tempo..não?!!

Um comentário:

Cristiane Alberto disse...

Minha Querida, esse causo da rã sendo cozida lentamente é um clássico, tão verdadeiro e tão certo no âmbito coletivo e privado de nossas vidas.

Penso que a indolência com a qual tratamos certos assuntos é o que nos permite afundar suavemente nesse estado de letargia e morte certa. Uma loucura!

Então, qual a palavra capaz de nos fazer despertar desse transe? Que mão ou lampejo nos trará a força necessária para pular da panela?

Beijos.